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ago 13 2020

Etikapun’ha

Etikapun’ha é um projeto que a Tiniguena realiza na Área Marinha Protegida Comunitária (AMPC) de Urok, que inclui as ilhas de Formosa, Nago e Chediã, das ilhas Bijagós. O projeto visa promover, em colaboração com as populações das ilhas, o desenvolvimento sustentável para melhorar as condições socioeconómicas. Contribui para a cogestão e a governação participativa dos recursos naturais e culturais, privilegiando as mulheres e os jovens nos processos. Os beneficiários do projeto incluem agricultores e outros produtores (por exemplo, produtores de sal), pescadores, comerciantes, mulheres, jovens empresários, escolas comunitárias e órgãos de gestão da AMPC Urok.

Para melhorar as condições socioeconômicas dos habitantes da ilha, por meio do aumento de rendimento das famílias e aumento de segurança e soberania alimentar, o projeto promove métodos agroecológicos de produção e vulgariza o acesso à produção, capacitando produtores com métodos de baixo custo e que protegem o meio ambiente. Também disponibiliza diferentes tipos de sementes para diversificar as cultivas. O projeto promove iniciativas de empreendedorismo por meio de apoio financeiro e logístico. Um exemplo de apoio aos empresários é permitir o acesso aos mercados no arquipélago e em Bissau para dar visibilidade aos produtores. Pescadores tradicionais são também capacitados e equipados com técnicas de pesca responsável e economicamente rentável.

É importante para a melhoria das condições de vida nas ilhas UROK o acesso à água potável. Os técnicos do projeto através da reabilitação e construção de fontes, distribuídos pelas diferentes aldeias. O objetivo é melhorar a qualidade e a quantidade de água a que as comunidades têm acesso para consumo doméstico e para fins agrícolas. Também foram realizadas campanhas de limpeza para que o lixo seja recolhido e reciclado de forma regular e para que as comunidades, principalmente os estudantes, sejam formados por meio de rádios comunitárias, sobre a importância do saneamento do lixo e implicaram os mesmos nas ações de limpeza nas aldeias e nos espaços públicos.

Alunos e jovens são fundamentais para o projeto Etikapun’ha. O projeto construiu e reabilitou edifícios para uso escolar, estipulou um protocolo de formação de professores e promoveu ações de reforço de capacidades dos comités de gestão das escolas. Também foram desenvolvidos centros de Tecnologias de informação e comunicação para melhorar a qualidade da educação dos alunos das escolas comunitárias. Os centros também foram concebidos para ajudar no treinamento de jovens e para fechar a lacuna entre os padrões de desenvolvimento social local e global.

A saúde, outra medida importante de qualidade de vida, foi promovida ao facilitar o deslocamento de especialistas em saúde pelas ilhas. À luz da pandemia COVID-19, também houve uma necessidade urgente de campanhas de sensibilização por meio de rádios comunitárias sobre saúde comunitária. Embora não seja uma das intervenções centrais do projeto, tem-se revelado uma prioridade dada a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde nas ilhas.

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