«

»

set 26 2018

COPAGEN-GB difunde estudo em conferência sobre os organismos geneticamente modificados

A COPAGEN (Coligação para Defesa do Património Genético Africano) na Guiné-Bissau lançou a 25 de agosto, no Centro de Recursos do Espaço da Terra da Tiniguena os resultados do estudo “Le coton Bt et nous – La verité de nos champs!”, uma síntese dos resultados duma pesquisa de agricultores sobre os impactos socio-económicos do algodão BT (geneticamente modificado) no Burkina Faso.  Este lançamento foi realizado com o objetivo de divulgar ao público interessado, e por entre intervenientes do sector, mais informação sobre os organismos geneticamente modificados (OGM).

O programa da atividade contou com uma  participação do jurista Welena Silva, que apresentou aos participantes um olhar crítico sobre o regime jurídico da biotecnologia moderna e dos OGM na Guiné-Bissau, apelando a uma maior aplicação da lei sobre a biotecnologia e a biossegurança no território nacional, com mais transparência e acesso facilitado a informação sobre os transgénicos. O politólogo Rui Jorge Semedo apresentou, na mesma atividade, uma comunicação sobre a problemática do açambarcamento de terras na Guiné-Bissau, baseada no estudo realizado pela Tiniguena intitulado “A aquisição massiva de terras agrícolas na África Ocidental e seu impacto sobre a agricultura familiar e a segurança alimentar das populações locais: o caso da Guiné-Bissau”. Rui Jorge Semedo afirmou que aquisições em massa de terras no país são atraentes para investidores e favorecidas pelo contexto de instabilidade política e pela corrupção generalizada.

O encontro terminou com a conclusão que há ainda pouca informação disponível ao público sobre a existência de organismos geneticamente modificados, os riscos associados à sua manipulação e comercialização no país, tanto para a saúde do consumidor como para a agricultura familiar. Notou-se também uma ausência de institucionalização e funcionamento das estruturas de monitorização e controlo dos transgénicos no país. Os presentes no evento recomendaram à COPAGEN-GB e aos outros atores estatais e não-estatais: a realização de mais eventos de divulgação e informação sobre os OGM; maior transparência da administração pública na concessão de contratos públicos; uma maior participação das comunidades locais na definição dos termos dos contratos; maior vigilância quanto ao cumprimento dos termos dos contratos pelos investidores; e o cumprimento das disposições legais vigentes no país.

A COPAGEN é uma coligação regional – da qual a Guiné-Bissau é membro – com a missão de trabalhar para a salvaguarda do património genético de África e para a utilização durável dos recursos biológicos africanos através da proteção dos direitos comunitários locais e dos agricultores, a regulação do acesso à biodiversidade e a gestão dos riscos ligados à criação genética e todas as outras tecnologias de risco suscetíveis de alienar os recursos genéticos.

Para aceder  a mais notícias sobre o evento de divulgação, clique nos links embaixo:

https://www.voaportugues.com/a/ong-guineense-critica-multinacionais-cultivam-organismos-geneticamente-modificados/4549689.html

https://conosaba.blogspot.com/2018/08/populacao-de-bissora-denuncia-corte-de.html?m=1

https://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/ong-preocupada-com-cultivo-de-organismos-geneticamente-modificados-na-guine-bissau_24717189.html#_swa_cname=sapo24_share

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>