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Dez 06 2017

Tiniguena facilita debate virtual sobre governança comunitária de florestas nos países de língua portuguesa

Desde o dia 26 de Novembro que está a acontecer um debate virtual sobre governança comunitária de florestas nos países de língua portuguesa facilitado pela Tiniguena e pela ONG ACTUAR (Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento) com a Fundação Land Portal. Esta iniciativa tem como objetivos fomentar o debate e o intercâmbio de experiências, perspetivas e posições, relativas a políticas públicas de governança comunitária de florestas nos países-membros da REDSAN/ CPLP; identificar, mobilizar e integrar atores da sociedade civil dos países-membros da REDSAN/ CPLP no subsídio às necessidades de formação e construção de capacidades de intervenção e gestão do parque florestal. Visa ainda sistematizar e publicar um relatório técnico com as principais conclusões deste debate, em língua portuguesa.

O debate virtual termina neste Sábado, a 9 de Dezembro, e está a ser conduzido em língua portuguesa, com a facilitação de Miguel de Barros, da Tiniguena. Trata-se de uma discussão aberta aos participantes inscritos no Land Portal (inscreva-se aqui). É possível a qualquer pessoa seguir o debate online neste link porém, apenas os participantes registados no Land Portal podem deixar comentários e perguntas. Caso prefira, poderá também enviar as suas respostas para geral@redsan-cplp.org.

As florestas e a sua gestão mudaram substancialmente nos últimos 25 anos. Embora globalmente, a extensão das florestas do mundo continue a diminuir à medida que as populações humanas e a procura de alimentos e terras continuam a crescer, a perda foi reduzida em mais de 50% (FAO, 2015).

Em alguns estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o manejo florestal tem levantado questões cruciais relacionadas com a adoção de políticas públicas mais eficazes para lidar com fenómenos como os incêncios (Portugal) ou uso do espaço pelas comunidades locais para a prática agrícola em regime de itinerância (PALOP) e ainda enfrentam enormes esquemas de corrupção associados ao desmantelamento de florestas primárias e corte de essências específicas para a indústria madeireira (Moçambique e Guiné-Bissau), em particular, para o mercado asiático.

Ao longo dos últimos 25 anos, alguns países adotaram modelos de gestão comunitária de florestas que atribuem mais direitos e responsabilidades aos atores locais, como é o caso de Brasil, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. A Academia evidencia esse facto apontando para este fenómeno como a mudança mais significativa e visível nas políticas ambientais nacionais desde o final da década de 1980. Por esse motivo se objetivou a promoção de um debate virtual para conferir centralidade a esta temática.

 

 

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