fev 18 2019

Mulheres rurais em formação sobre os seus direitos

O projeto “Mulheres Rurais – Garantes de produção, seguras nos direitos e na consolidação da paz” implementado pela ONG Tiniguena, juntamente com o PAM, financiado pelo PBF deu início no mês de janeiro de 2019, em Bafatá, às formações a duas mil mulheres rurais. As formações estão enquadradas nas temáticas de gestão do orçamento familiar e negócios básicos; economia familiar e comunitária; direitos humanos e económicos e acesso à justiça. Estas formações têm como público alvo mulheres produtoras rurais e visam um maior empoderamento para que estas possam identificar e gerir iniciativas de mudança social e também participar em maior número nos processos sociopolíticos a nível regional e nacional.

Após esta oportunidade, espera-se que as mulheres rurais beneficiárias se possam tornar defensoras comunitárias mais eficazes dos serviços e direitos básicos para que não se perpetuem as condições sociais adversas que levam a conflitos e a violência. A consciência dos seus direitos e necessidades existe e sobressai nas formações. Aguarda-se agora que estas mulheres comecem a advogar por si mesmas com mais efetividade.

Com início no setor de Cossé, seguiu-se para Ganadú, Contuboel, Bambadinca e finalmente Xitole. O projeto continuará com estas ações de formação durante os meses por vir, especificamente nas regiões de Oio e Cacheu.

fev 18 2019

Guardiões de sementes de Urok celebram colheita

Nos dias 18 e 19 do mês de janeiro, no quadro do projeto “Mulheres Guardiãs de Sementes da Biodiversidade Agrícola na AMPC Urok” implementado pela Tiniguena com o financiamento da New Field Foundation, as guardiãs e os guardiões de sementes da área marinha protegida comunitária de Urok reuniram-se num fórum de celebração das suas colheitas anuais e encerramento do projeto. Este fórum foi um espaço de partilha de experiências, conhecimentos, e sementes adquiridos durante a duração das atividades e contou com a presença de agricultores das ilhas de Formosa, Nago e Tchediã.

No primeiro dia de atividades, a tabanca de Abú, em Formosa, acolheu um concurso de culinária onde os membros do júri degustaram diversas variedades da gastronomia bijagó, preparadas com uma vasta gama de arroz, legumes, tubérculos e peixe locais. Nessa tarde foi também inaugurada a primeira bemba comunitária de Abú, que será um celeiro das sementes trabalhadas sem agrotóxicos pelos beneficiários do projeto, aberto à comunidade.

Inauguração da bemba comunitária de Abú

O segundo dia do fórum foi aberto com discussões em volta dos desafios enfrentados e resultados finais do trabalho de um ano com as agricultoras e agricultores de Urok ao que se seguiu uma sessão de diálogo entre os participantes e o representante da instituição parceira – Inter Pares – de visita ao país. O fórum foi encerrado com a entrega de prémios às equipas vencedoras do concurso de culinária e a distribuição de brindes aos beneficiários do projeto.

fev 06 2019

Homenagem a Cantucha

É com tristeza que a Tiniguena anuncia o falecimento da senhora Ana Lopes, também conhecida por Cantucha, vítima de doença prolongada, na sua residência em Abú, no arquipélago dos Bijagós. Cantucha foi pioneira de destaque do processo de criação e governação participativa da Área Marinha Protegida Comunitária de Urok.

Recentemente, a cabongha da ilha Formosa participou na 14ª Assembleia Geral da AMPC de Urok onde deixou aos presentes uma mensagem de preservação dos valores essenciais da área protegida que ela ajudou a criar: a conservação do meio ambiente, a valorização da cultura bijagó e a promoção do desenvolvimento durável em benefício das gerações presentes e futuras das ilhas Urok, do arquipélago dos Bijagós e da Guiné-Bissau. Nessa mesma assembleia, Cantucha foi homenageada com um diploma de mérito de “Mulher Líder da AMPC de Urok” pela sua valiosa contribuição para a comunidade, um reconhecimento do seu legado na sociedade bijagó e no país.

A sua ausência será sentida por todas e todos que tiveram a oportunidade de a encontrar e partilhar da sua amizade, do seu companheirismo, espírito de liderança, visão e determinação para o futuro da preservação dos recursos naturais e cultura da sua gente.

jan 28 2019

Grupo das Organizações da Sociedade Civil para as Eleições Comunicado Nº 01/2019

O Grupo das Organizações da Sociedade Civil para as Eleições (GOSCE),
reuniu no dia 25 de Janeiro do ano em curso, para analisar o andamento
do processo eleitoral no país.
Terminada a fase do recenseamento, o grupo saúda todos os parceiros
bilaterais e multilaterais do país, pelos apoios prestados para a realização
do recenseamento.
Saudações também ao Supremo Tribunal da Justiça, pela exigência aos
candidatos a deputado de entregarem as certidões de quitação dos seus
impostos no acto de deposição das candidaturas.
Não obstante ter chegado ao fm o registo eleitoral e a deposição das
candidaturas ter decorrido sem incidentes políticos ou controvérsias o
GOSCE constata que:
– O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) ainda
não conseguiu pagar aos brigadistas os seus subsídios de prestação
de serviço relativamente ao recenseamento eleitoral;
– Nas listas de candidaturas apresentadas pelos partidos políticos
não foi respeitada a lei de paridade.
Em virtude do acima exposto, o GOSCE recomenda:
1- Ao GTAPE:
a) Que cumpra com as suas obrigações contratuais com os agentes
recenseadores;
2- Ao Supremo Tribunal de Justiça:
a) Que assegure a não procedência das candidaturas incompatíveis
com o cargo de deputado;
b) Que exija aos partidos políticos o cumprimento da Lei de
Paridade;
3- A todos os atores implicados, Presidente da República, Governo e
partidos políticos que assegurem o cumprimento do cronograma
que fixa a data das eleições para o dia 1 de março;
4- Aos doadores que procurem, por um lado, orientar as suas
intervenções dentro de uma racionalidade pragmática e objetiva,
evitando condicionalismos que possam pôr em causa a
operacionalidade do processo nesta fase da campanha e
posteriormente, na ida às urnas, e por outro contribuir para a maior
e melhor coordenação no apoio destinado às organizações da
sociedade civil no acompanhamento desse processo;
5- À Comissão Nacional de Eleições (CNE) que articule com as
organizações da sociedade civil e a comunicação social no sentido
de construir e implementar uma estratégia concertada e coerente
para a campanha de educação cívica que garanta maior acesso à
informação e consciencialização da população e dos eleitores;
6- Aos partidos políticos que as suas mensagens sejam baseadas na
apresentação de ideias e projectos para o desenvolvimento do país,
e que contribuam para o clima de paz, estabilidade e o espírito de
unidade nacional;
7- Aos órgãos de comunicação social que sejam portadores de
mensagens de paz e de civismo, contribuindo também no fomento
da unidade nacional;
8- Aos cidadãos eleitores e público em geral que se abstenham de
quaisquer atos que possam causar constrangimento ao processo
eleitoral, e que exerçam com consciência e responsabilidade os
seus direitos enquanto agentes de esperança, fazendo da sua
participação um exemplo de civismo e democracia.
Bissau, 25 de Janeiro de 2019
A Coordenação

dez 20 2018

Tiniguena dá início a parceria com o governo do Japão

No dia 20 de dezembro do corrente ano, no âmbito quadro do seu programa de apoio ao desenvolvimento comunitário na Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas Urok (Arquipélago dos Bijagós), a Tiniguena, irá celebrar um acordo com o governo do Japão, para o financiamento a melhoria de infraestruturas de comunicação.

O acordo será assinado pelo diretor executivo desta ONG, Miguel de Barros, e pelo embaixador do Japão na Guiné-Bissau, Sr. Tatsuo Arai, graças a um fundo da embaixada do Japão para apoio a comunidades locais, concretamente, a construção de uma embarcação que servirá de apoio ao transporte da população local para assim superar o isolamento e os riscos de viagens em condições adversas. É de salientar que a embarcação fará o trajeto Formosa-Bissau/Bissau-Formosa e tem ainda o objetivo de favorecer a dinamização económica para as ilhas.

A área marinha protegida comunitária das ilhas Urok, fica no arquipélago dos Bijagós no sul da Guiné-Bissau. É constituída pelas ilhas de Formosa, Nago e Chediã. Foi criada no ano de 2008 e é a primeira experiência de gestão comunitária de uma área protegida no país.

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