ago 01 2017

Projeto de monitorização dos recursos naturais apresenta aos deputados a situação da exploração de recursos naturais

No quadro das atividades do projeto ´´Gestão Transparente de Recursos Sustentáveis´´, gerido pela Tiniguena e financiado pela UE, esta ONG realizou hoje, 1 de Agosto, um encontro entre as OSC e os deputados da Rede Parlamentar para o Meio Ambiente, a fim de apresentar as sínteses das problemáticas que os consultores diagnosticaram em 2016 nos sectores das pescas, minas e florestas, particularmente sobre »A situação da gestão, prospeção e exploração dos recursos naturais e as lacunas jurídicas existentes».

O encontro entre as Organizações da Sociedade Civil e os deputados da Rede Parlamentar teve como agenda de trabalho, os seguintes sub-temas: Abordagem de assuntos relevantes das conclusões sobre a situação de prospeção e exploração das minas e pedreiras na Guiné-Bissau; das conclusões sobre a situação de exploração das pescas na Guiné-Bissau; das conclusões sobre a situação de gestão e exploração das florestas na Guiné-Bissau, as lacunas jurídicas existentes.

O referido encontro de trabalho enquadra-se nas actividades de disseminação dos resultados dos diagnósticos, pretendendo focalizar as atenções dos deputados sobre os aspectos mais ligados ao seu papel de legisladores e de fiscalizadores da ação governativa. Desta forma, o encontro irá permitir aos deputados maior acesso às informações actualizadas sobre os procedimentos e práticas que decorrem da gestão, prospeção e exploração dos recursos naturais e, com isso, exercer influências, no sentido de manterem-se atentos aos atos de envolvimento directo ou indirecto do Estado, das empresas privadas nacionais e estrangeiras e dos cidadãos na exploração exagerada dos RN que ponha em causa o desenvolvimento equilibrado do pais e o bem-estar das populações.

Forêt de Madina – Parc National de Cantanhez

Este projeto é implementado pela ONG Tiniguena e
financiado pela União Europeia.

maio 29 2017

ONG alerta para riscos do turismo no arquipélago dos Bijagós

O diretor-executivo da organização não-governamental guineense Tiniguena, Miguel Barros, disse hoje que tornar o turismo no arquipélago dos Bijagós numa vantagem para a promoção do país é um “grande risco”.

“A questão de tornar o turismo na Guiné-Bissau, em particular o arquipélago dos Bijagós, como uma vantagem de promoção do país constitui um grande risco, porque não estão acautelados todos os elementos que permitam uma maior valorização do espaço, mas também conservação daquilo que existe no sentido de proteger as comunidades que lá estão e a economia nacional”, afirmou o sociólogo guineense.

Para Miguel Barros, a promoção do turismo na Guiné-Bissau começou a ser feita de forma invertida. “Nós começamos a fazer o turismo de fora para dentro e não numa perspetiva de estruturar o setor”, explicou, salientando que ainda não foi feito o quadro legal, faltam infraestruturas, nem foram definidas as oportunidades e rotas de investimento.

Segundo o sociólogo, também não foi definido como é que a economia nacional e a do turismo se vão estruturar “dentro da lógica de produção económica”, incluindo criação de emprego. “Isso não foi feito e atualmente, daquilo que é a receita do turismo, o Estado da Guiné-Bissau só beneficia de 6%”, sublinhou.

Outra preocupação do sociólogo, é o facto de o turismo estar a ser projetado só para o estrangeiro, que é “entendido como quem tem capacidade financeira para comprar os serviços turísticos e isso é muito mau (…) porque não favorece a lógica da apropriação dos espaços dos recursos de turismo, não favorece o conhecimento e a valorização daquilo que é o potencial turístico e nem cria uma fileira com estrutura, atores com competências, que permita trabalhar em toda a cadeia”, explicou.

No arquipélago dos Bijagós, segundo Miguel Barros, a “situação é ainda mais complexa”.

“A forma como o turismo é projetado dá-nos pistas para aquilo que são os riscos de desapropriação das pessoas dos seus espaços e de recursos estratégicos para a sua sobrevivência”, disse. É que, referiu, o perfil do atual operador turístico na Guiné-Bissau “não respeita a lei da terra” e os funcionários locais não têm seguro e contrato de trabalho e servem “postos de menor dimensão”, como por exemplo, segurança, ajudante de cozinha, ajudante de piroga.

“No arquipélago dos Bijagós visitamos as 24 iniciativas de turismo existentes e na sua larga maioria são quase todas estrangeiras e isso vem mostrar a fragilidade que existe de inexistência de um setor privado capaz, competente, comprometido com a economia do turismo”, disse.

Outra preocupação, manifestada por Miguel Barros, é que a maior parte dos operadores turísticos está a tornar os rituais locais mais interessantes para os turistas num folclore. “E esse folclore leva a uma desvalorização e perda de identidade das comunidades locais”, disse.

Em relação ao impacto ambiental, o sociólogo destacou a inexistência de planos de orientação de resíduos, tratamento de lixo. “Ninguém mede o impacto disto e são questões que não controlamos”, afirmou, alertando que a população dos Bijagós deve ser envolvida no desenvolvimento
do turismo para que os seus valores e tradições sobrevivam, bem como todo o ecossistema.

Bissau, 26 de Maio (Lusa)

 

maio 29 2017

Alunos do Jardim Infantil Bolanha visitaram as instalações da Tiniguena

Na passada terça-feira, 16 de Maio, os jardins da ONG Tiniguena –  Esta terra é nossa! no bairro de Belém alegraram-se com a visita de 30 alunos do Jardim Infantil Bolanha, acompanhados das suas educadoras. Este animado grupo ouviu com atenção as explicações dos funcionários da ONG sobre o funcionamento da organização e a importância da preservação da biodiversidade e dos saberes e práticas tradicionais da Guiné-Bissau.

Os alunos despediram-se do espaço Las Palmeras com o conhecimento que até os mais novos podem ajudar na defesa do meio-ambiente e da nossa cultura.

maio 29 2017

CMB encontra-se com cidadãos no Espaço da Terra

Na passada quinta-feira, 11 de Maio, pelas 10h, a Tiniguena acolheu no Centro de Recursos do Espaço da Terra – CRET – o quinto Encontro Cidadão, trazido a público pelas organizações ESSOR e ANADEC em parceria com a ALTERNAG, NUNATIS e as ADLS, no âmbito do projeto “Bo Bin Sibi”. O encontro tinha como objetivo aproximar os poderes públicos da comunidade e foi dinamizado pela Câmara Municipal de Bissau, através da Diretora de Ação Social, Género, Cultura, Juventude e Desporto, Minhone Seide.

Neste encontro, onde estiveram presentes representantes das diversas associações de moradores e organizações da sociedade civil, foram apresentadas as atividades de Ação Social e a iniciativa cultural da CMB. Respondeu-se também às dúvidas e inquietações dos munícipes de Bissau referentes, principalmente, ao saneamento da cidade.

maio 08 2017

A Economia Criativa na Guiné-Bissau

Assista ao vídeo sobre Economia Criativa na Guiné-Bissau produzido pela Tiniguena e pela ACEP, no âmbito do projeto “Futuros Criativos – Economia e Criatividade em Cabo-Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe”. Depoimentos de Nérida Batista Fonseca (B&F), Zé Manel (Cobiana Communications) e Mister Paul (Djafal Produções), entre outros.

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